2010-02-04 12:31:58
Já está à venda na Fundação Gulbenkian (em breve nas livrarias), a nova edição, completamente revista e actualizada, da História da Arte de H. W. Janson, manual clássico editado pela Fundação e utilizado por várias gerações de estudantes.
Intitulada A Nova História de Arte de Janson, contou com uma equipa de especialistas de diferentes áreas que recorreu a recentes abordagens interpretativas, a novos dados da história de arte e a novas fontes documentais, para além de novas e melhoradas imagens.
As linhas mestras definidas pelo autor são mantidas: capítulos individuais consagrados ao Renascimento no Norte da Europa, ao Renascimento Italiano, à arte do Barroco e ao Alto Renascimento, que apontam para as divisões estilísticas que caracterizam os períodos fundamentais da era moderna. Apesar de se circunscrever à arte ocidental, tal como a versão original, datada de 1962, contém um novo capítulo dedicado à arte islâmica e às relações desta com a arte ocidental.
A nova versão parte, contudo, de uma abordagem cronológica da história da arte, tendo em conta as circunstâncias históricas da produção artística e a função social da obra de arte.
Foram ainda introduzidas novas rubricas em cada capítulo: documentos históricos que enquadram a arte e os artistas no contexto da sua época, tabelas cronológicas, explicação das técnicas e processos usado pelos artistas e resumos que condensam os conceitos fundamentais de cada tema.
Cada capítulo foi examinado e revisto por seis historiadores diferentes: Penelope J.E. Davies, Walter B. Denny, Frima Fox Hofrichter, Joseph Jacobs, Ann M. Roberts e David L. Simon. A Bibliografia foi actualizada por Mary Clare Altenhofen da Biblioteca de Belas-Artes da Universidade de Harvard.
A versão portuguesa, editada pela Fundação, tem a revisão científica de Fernando António Baptista Pereira, com a colaboração de Maria Marta Dias.

2010-02-01 12:30:00
8 a 10 de Fevereiro, Auditório 3 e sala 1
Numa iniciativa das Fundações Calouste Gulbenkian, Volkswagen, Mérieux, Nuffield e Cariplo, foi lançado um concurso de Bolsas de Pós-Doutoramento para jovens investigadores, que culminará com a realização da Conferência Internacional Neglected Tropical Diseases: Hidden Successes, Emerging Opportunities, de 8 a 10 de Fevereiro na Fundação Calouste Gulbenkian.
Esta Conferência tem como propósito seleccionar os bolseiros finais deste Programa, cujos projectos de investigação serão apoiados, e estimular os intercâmbios neste domínio. Contando com a presença de altos responsáveis da Organização Mundial de Saúde, a Conferência incluirá palestras e seminários de especialistas bem como a apresentação e debate dos projectos de investigação dos candidatos das duas edições do concurso.
As doenças tropicais negligenciadas afectam cerca de um bilião de pessoas em todo o mundo. Estas doenças, raramente investigadas, atingem principalmente populações que vivem em climas tropicais e subtropicais em condições de extrema pobreza. Apesar de fortemente incapacitantes, não provocam o número de mortos de doenças como a SIDA, a tuberculose ou a malária, daí a pouca prioridade que lhes foi atribuída a nível de saúde pública.
2010-01-26 13:03:32

2010-01-11 16:42:36
Tempo Suspenso é a maior mostra individual alguma vez apresentada pelas artistas britânicas Jane e Louise Wilson e que vai ocupar cerca de 1000m2 do Centro de Arte Moderna (CAM) a partir de 22 de Janeiro até 18 de Abril.
A abertura da exposição ao público será antecedida por uma visita guiada para a comunicação social com a presença das artistas e da curadora Isabel Carlos, no dia 21 de Janeiro, quinta-feira, às 11h. A inauguração terá lugar nesse mesmo dia, às 18h.
Comissariada por Isabel Carlos, a exposição parte da primeira obra em vídeo das artistas, Hypnotic Suggestion 505, de 1993, até à mais recente, Songs for my mother de 2009. Para além dessas duas obras emblemáticas serão exibidos filmes, fotografias e algumas obras inéditas, como uma série de cinco esculturas produzidas especificamente para o espaço do CAM e que jogam com a arquitectura do edifício: réguas que medem e pontuam os vários espaços expositivos e uma escultura suspensa inspirada em Rodchenko.
O primeiro vídeo é baseado numa ideia de Jean Cocteau sobre o efeito hipnótico que o cinema pode provocar nas massas. Projectado num único ecrã (a partir de 1997 passam a usar múltiplos ecrãs, e imagens projectadas lado a lado), as artistas abdicam da sua consciência e tornam-se objectos voyeurísticos para o público.
As instalações correspondentes aos últimos cinco anos envolvem o observador determinando igualmente uma forte presença arquitectónica nos espaços. É o caso das obras apresentadas Spiteful of Dream, de 2008, criado em Derby, que produz uma sequência caleidoscópica a partir do movimento de uma enorme turbina, ou da obra Unfolding the Aryan Papers (2009), com stills do arquivo de Stanley Kubrick referente a uma longa-metragem nunca concretizada sobre o Holocausto.
A mostra inclui ainda uma série de fotografias, a preto e branco e em larga escala, dos bunkers da II Guerra Mundial, que serviram como extenso sistema de fortificações na costa da Normandia, comportando as marcas da guerra e a memória do conflito, e a disfuncionalidade no tempo presente que as configura como ruínas modernas.
Centrada na memória histórica, a obra das gémeas Wilson recupera lugares vazios, áreas evacuadas sem comando, ou espaços perdidos e abandonados, numa viagem que tem tanto de tempo psicológico como de arqueologia de lugares e vivências, transportando-nos para um tempo suspenso. Trata-se de um tempo suspenso entre épocas, a Segunda Guerra Mundial e a actualidade; suspenso entre narrativas, da cinematográfica à quotidiana; suspenso entre referências artísticas, de Rodchenko a Kubrick.
O catálogo da exposição em português e inglês, ilustrado com as obras expostas, apresentará textos de Isabel Carlos e Mark Cousins.
Nomeadas para o Turner Prize em 1999, as gémeas Wilson, nascidas em 1967, trabalham e expõem juntas desde o início das suas carreiras, fazendo parte da geração dos Young British Artists.
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2010-01-04 12:31:10
2009-12-23 14:53:28
Estão quase a encerrar as três exposições temporárias da Fundação Gulbenkian: A interpretação dos Sonhos. Fotografias de Jorge Molder (até 27 de Dezembro), e Art Déco, 1925 e Anos 70. Atravessar Fronteiras (ambas até 3 de Janeiro).
No próximo domingo termina A interpretação dos Sonhos. Fotografias de Jorge Molder, que tem ocupado a Galeria de Exposições Temporárias da Sede. O título desta mostra de três séries de fotografias de Jorge Molder refere-se, e presta homenagem, à obra de Sigmund Freud, estendendo-se a toda a exposição pelo carácter crepuscular das suas imagens. A curadoria é de Leonor Nazaré e a entrada na exposição é gratuita. A partir de 27 de Janeiro de 2010 esta exposição estará patente no Centro Cultural Calouste Gulbenkian, em Paris.
Também na Galeria de Exposições Temporárias da Sede, pode ser visitada até dia 3 de Janeiro a exposição Art Déco, 1925, que apresenta muitas das obras que estiveram patentes na Exposição Internacional das Artes Decorativas e Industriais Modernas de Paris, realizada em 1925. Comissariada pelas curadoras francesas Chantal Bizot e Dany Sautot, a exposição Art Déco, 1925 inclui peças de mobiliário, jóias, escultura e outros objectos.
No Centro de Arte Moderna, a mostra Anos 70. Atravessar fronteiras estará aberta ao público até dia 3 de Janeiro, apresentando obras de mais de 100 artistas representativos da década de 70, fortemente marcada pela revolução de 25 de Abril de 1974, e dominada pela energia, contaminação e experimentação: pintura e escultura incorporam influências próprias dos novos meios, como a fotografia, o vídeo, a instalação e a perfomance, num cruzamento de processos e estéticas que atravessam todas as fronteiras. Com comissariado de Raquel Henriques da Silva, foi também possível encomendar a alguns artistas, expressamente para esta exposição, instalações que tinham deixado de existir.
Próximas exposições na Fundação Gulbenkian: Jane e Louise Wilson: Tempo Suspenso (CAM, inaugura a 21 de Janeiro) e a primeira parte de A Perspectiva das Coisas: Natureza Morta na Europa (Sede, inaugura a 11 de Fevereiro).